Portugueses usam células estaminais para combater artrite reumatóide

terapias con células madre

As células estaminais do cordão umbilical podem combater a artrite reumatóide, demonstrou uma equipa de cientistas portugueses. A doença atinge mais de 40 mil pessoas em Portugal.

A eficácia terapêutica da utilização de células estaminais do tecido do cordão umbilical para tratar a artrite reumatóide acaba de ser demonstrada por uma equipa de cientistas portugueses.

Em Portugal há 40 mil doentes de todas as idades diagnosticados com a artrite reumatóide, uma inflamação crónica que destrói as articulações e provoca a incapacidade funcional e para o trabalho.

A equipa portuguesa publicou um artigo científico com os resultados da investigação na revista de referência internacional “Journal of Translational Medicine”.

A investigação foi liderada pela empresa de biotecnologia ECBio, em parceria com as faculdades de Medicina e de Farmácia da Universidade de Lisboa. O Instituto Karolinska (Suécia) fez os ensaios de segurança para provar que as células estaminais não provocam tumores.

“Embora a artrite reumatóide responda com frequência a medicação imuno-supressiva, não há nenhuma terapia que seja curativa e muitas vezes os doentes não reagem aos medicamentos que já existem”, sublinham os cientistas no artigo agora publicado.

Os investigadores reconhecem que “os esforços internacionais mais recentes para descobrir novas terapias conseguiram algum sucesso no aliviar da inflamação”. Mas acrescentam que “são muito caros e nenhum dos agentes biológicos correntemente usados alcança resultados a longo prazo”.

Helder Cruz, um dos membros da equipa, que é também administrador executivo da ECBio, afirma por sua vez que “os resultados publicados, obtidos em modelos animais, demonstram a eficácia terapêutica das células semanas após a sua administração”.

A realização de ensaios clínicos desta terapia inovadora em doentes de artrite reumatóide está prevista para 2015. As células estaminais são células biológicas que se podem dividir e diferenciar em diversos tipos de células especializadas, bem como produzir mais células estaminais.

FONTE expresso.sapo.pt