Novo método produz plaquetas a partir de células estaminais induzidas

trasplante celulas sangre

«Inesgotável» foi o adjectivo escolhido por cientistas japoneses para descrever o potencial do seu mais recente estudo, cujo objectivo é produzir uma quantidade ilimitada de plaquetas em laboratório.

Hoje, é indispensável a colaboração de doadores de sangue para que as plaquetas – estruturas essenciais para a coagulação do sangue – sejam obtidas.

Esse procedimento, porém, tem uma série de inconvenientes, como o facto de que essas estruturas perdem o seu potencial de estancar a perda de sangue em pouco tempo.

A equipa da Universidade de Kyoto, liderada por Koji Eto, descreve a sua abordagem para contornar esses problemas na revista Cell Stem Cell. Eles trabalharam com as chamadas células iPS, ou células estaminais pluripotentes induzidas – células adultas que voltaram a um estado semelhante ao embrionário com modificações no padrão de activação dos seus genes.

Os cientistas japoneses encontraram a combinação de activação de genes – três pedaços diferentes do ADN humano – que levou as iPS a transformarem-se numa linhagem imortal de células precursoras das plaquetas.

Isso significa que as células desse tipo de linhagem multiplicam-se indefinidamente em laboratório, sem perder as características que interessam aos cientistas.

O próximo passo: «desligar» o trio de genes para desencadear a transformação das células em plaquetas. Deu certo. Em ratos de laboratório, as plaquetas cultivadas conseguiram ajudar na coagulação do sangue e na cicatrização de ferimentos, com eficácia apenas ligeiramente inferior à das plaquetas obtidas de doadores.

FONTE: diariodigital.sapo.pt